A proposta de criação de uma “Comissão Especial da Herança Maldita” foi anunciada, nesta terça-feira (7), pelo líder do governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo (PT), durante encontro com os parlamentares do bloco governista Minas Melhor. A intenção é de que a comissão se debruce sobre o diagnóstico orçamentário, financeiro e gerencial apresentado pelo Governo Pimentel, aprofunde os dados, convoque secretários e ex-secretários para debater e apresente sugestões.
Segundo o deputado, caberá à comissão propor sugestões de interlocução para melhorar a situação do Estado, lançando mão da experiência acumulada nas Comissões Temáticas da Assembleia. “Acho que a Assembleia tem uma contribuição muito significativa a dar. Estaremos pensando Minas Gerais daqui para frente”, afirmou. Como contribuição possível da comissão, ele citou a elaboração de uma proposta de legislação tributária mais ágil, que possibilite justiça no pagamento de impostos e ao mesmo tempo, mais eficácia.

O líder do governo ressaltou que o diagnóstico apresentado esta semana foi um panorama geral da situação herdada da gestão anterior, mas estão em execução várias auditorias da Controladoria Geral do Estado, cujos resultados também seriam avaliados pela Comissão Especial. “A população de Minas precisa saber como está o Estado, pois o governo que se inicia deve ter o compromisso com a verdade e a transparência”.

Durval citou como exemplo os gastos com a Cidade Administrativa. “Foi feito um discurso de que a mudança da sede do governo seria para reduzir gastos, principalmente com aluguéis e hoje, está comprovado que o Estado gasta mais com locações do que antes”. Segundo ele, somente a manutenção dos jardins do local demandaria R$ 400 mil por mês. Sem contar o custo da obra, aumentado por várias vezes.

A criação da Comissão Especial requer assinaturas de 26 deputados, sendo também necessário o apoio da Mesa Diretora da Assembleia.

Oposição não apresenta dados

Sobre a contestação do Diagnóstico do Estado feita pelo bloco Verdade e Coerência, Durval Ângelo desafiou a oposição a apresentar outros números. “Que eles digam claramente onde os dados estão errados, pois têm acesso a todas as informações do Diagnóstico”. Ele também rebateu a alegação de que o governo federal não teria repassado recursos para áreas importantes do Estado. De acordo com o parlamentar, este foi outro mito que caiu, com o Diagnóstico, tendo a arrecadação do Estado aumentado bem acima da inflação e estando os repasses federais rigorosamente em dia, como demonstrado no Orçamento 2015. “O problema foi a má gestão e o aumento de gastos”, argumentou.