Entre os dias 23 e 30 de outubro, a Caravana Lula Pelo Brasil desembarcou em Minas Gerais. Foram 20 cidades visitadas e mais de 1800 km rodados. Lula iniciou sua caravana pelo Vale do Aço, um dos berços do Partido dos Trabalhadores, em Ipatinga no ato “Em defesa da soberania nacional”. Depois seguiu para os Vales do Rio Doce, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, passou pelo Norte de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte e terminou em um grande ato na capital mineira.

“Acompanhei boa parte da caravana – que percorreu mais de 1.800 quilômetros em nosso Estado – e pude ver a emoção do povo mineiro. Desde aqueles que esperavam pelo caminho, debaixo de sol, para ver Lula por alguns momentos, dar um abraço, tirar uma foto ou receber um simples aceno, até os que viajavam longas distâncias para participar dos atos públicos e ouvir o ex-presidente. Pelas estradas mineiras, nosso eterno presidente teve ao seu lado o governador Fernando Pimentel, presente em várias atividades e também recebido com extremo carinho”, disse o deputado estadual Durval Ângelo, líder de governo na Assembleia.
a saída de Ipatinga até a chegada à capital mineira, a caravana Lula Por Minas Gerais testemunhou as ameaças e os retrocessos implicados pelo golpe nas conquistas sociais dos governos Lula e Dilma. A presidenta eleita também acompanhou a caravana, marcando posição no fronte de luta pela retomada da democracia.

A ideia de um referendo revogatório, proposto por Lula, ganhou força durante a viagem. “Nós vamos ganhar as eleições e vamos convocar um referendo para revogar todas as baderneiras que fizeram nesse país. Eles destruíram a legislação trabalhista, agora querem jogar a culpa na previdência. Saibam que o Brasil vai ser o país que a gente quiser e não o que o Temer quiser”, disse o ex-presidente.

Em Minas, Lula reencontrou fragmentos da História brasileira. Na cidade de Diamantina, o ex-presidente fez questão de visitar o Museu Casa JK, onde Juscelino Kubitschek viveu os primeiros anos de sua vida. JK também foi lembrado durante o discurso de encerramento da caravana, quando Lula relembrou a perseguição sofrida pelo ex-presidente.

“Achincalharam o JK e até hoje não provaram que o apartamento era dele. Demonizaram Getúlio até que ele não suportasse, repetiram a perseguição com Jango. Pois eu digo que sou mais paciente que o Getúlio e o Jango, e talvez seja tão paciente quanto o JK”, refletiu Lula. “Diziam que o JK não poderia disputar, depois diziam que ele não poderia assumir. Tentaram tirar ele três vezes e ele sempre humilde perdoava”, acrescentou Lula, ao fazer um paralelo com a situação a qual setores do judiciário tem submetido sua eventual candidatura.

Na terra da Inconfidência, Lula também relembrou Tiradentes. “Eles mataram a carne mas não mataram os ideais da Independência. Como não podem me enforcar, eles decidiram inventar uma mentira. Mas o Lula é uma ideia que está na cabeça de todos vocês. Todos vocês são milhões de lulinhas que querem mudar esse país”, destacou.

Educação e soberania

Os desmontes na Educação e a perda da soberania brasileira também marcaram os debates durante a viagem. Lula se reuniu com reitores de institutos federais e visitou regiões industriais afetadas pelas políticas entreguistas do atual governo.
“Não existe no planeta terra nenhum país que cresceu economicamente pela ignorância, pelo analfabetismo ou pelo empobrecimento. Todos investiram na educação”, pontuou.

“Nós passamos noites e noites acordados para criar uma política de conteúdo nacional para que a gente pudesse fortalecer a indústria nacional e dependesse menos dos estrangeiros. Não pensem que descobrimos o pré sal por sorte, e sim porque investimos em pesquisa”, ressaltou.

Com informações do Instituto Lula