A nova diretoria da Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa) participou nesta quarta-feira, 28, de reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e reafirmou que a situação do abastecimento de água no estado é crítica. A reunião foi solicitada pelo deputado estadual, Durval Ângelo (PT), líder do governo.

Segundo o diretor de Operações Metropolitanas da Copasa, Rômulo Thomáz Perilli, se o índice de chuvas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) este ano não for superior ao registrado em 2014, os mananciais podem secar completamente até o mês de agosto. De acordo com o diretor, o Sistema Paraopeba, que abastece a RMBH e é composto pelos reservatórios Serra Azul, Rio Manso e Vargem das Flores, está operando atualmente com 30,25% de sua capacidade. Dos três reservatórios, o que apresenta a pior condição é o Sistema Serra Azul, que atualmente está com apenas 5,73% de seu volume, praticamente já operando em seu volume morto. Já o sistema Vargem das Flores apresenta capacidade atual de 28,31% e o sistema Rio Manso, 45,06%.

O deputado Durval Ângelo ressaltou que já vem alertando sobre o impacto dos minerodutos para o abastecimento. “Água vale mais que minério. Venho denunciando o risco de falta de água há mais de 20 anos na comissão e, em 2014, o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda rechaçou esses alertas. Agora não há como esconder a crise”, salientou. O deputado também informou que vai solicitar a criação de uma Comissão Permanente das Águas pela Assembleia e a fiscalização de todas as atividades mineradoras da região metropolitana e da Serra da Piedade pelo Ministério Público.

Ações

Segundo o diretor de Operações Metropolitanas da Copasa, Rômulo Thomáz Perilli, a ação imediata para controlar o problema é a redução do consumo pela população. “Sobretaxas, rodízios de fornecimento e racionamento ainda podem ser adotados”, alertou. Além de contar com o apoio da sociedade, Perilli afirmou que será implantado um plano de contingência que contempla a perfuração de novos poços artesianos, a ampliação da captação nas nascentes e a busca de pontos de vazamento e desperdício.

O vice-presidente da Copasa, Antônio César Pires Miranda Júnior, reforçou as palavras do diretor de operações e destacou que a nova gestão da empresa pretende se pautar pela transparência e pela proteção social dos seus colaboradores. Ele também destacou que a situação da água em Minas Gerais é crítica e não será totalmente resolvida em curto prazo.