O quadro de crise pelo qual o Brasil atravessa é amplificado e dramatizado pela grande mídia, responsável por uma articulação antinacional e contra o povo, avalia o teólogo e escritor Leonardo Boff, em entrevista à “Rádio Brasil Atual”, na segunda-feira (9).

“Essa dramatização que se faz aqui, é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal ‘O Globo’, a ‘TV Globo’, a ‘Folha de S. Paulo’, o ‘Estadão’, a perversa e mentirosa revista ‘Veja’”, declarou.

Para Boff, a crise econômica no Brasil é artificial e apoiada pelo “império da mídia, “em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos”, afirmou. “A mídia cria o ódio e induz essa atmosfera dramática”, declarou.

Manifestação – Para ele, o “panelaço” ocorrido no domingo, durante o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff é “totalmente desmoralizado” porque é feito por quem “tem as panelas cheias, contra um governo que faz políticas para encher as panelas do povo pobre”.

Para ele, as manifestações mostram indignação e ódio contra os pobres e são “símbolo de falta de solidariedade”.

Boff avalia, no entanto, que a democracia brasileira amadureceu. “A democracia ainda não é totalmente plena porque há muita injustiça e falta de representatividade, mas o outro lado não tem condições de dar um golpe”, explica.

Sobre o ato programado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais para sexta-feira (13), Boff acredita serem fundamentais na defesa de valores democráticos e da soberania do país. “Aqueles que perderam, as minorias que foram vencidas, cujo projeto neo liberal foi rejeitado pelo povo, até hoje, não aceitam a derrota. Eles que tenham a elegância e o respeito de aceitar o jogo democrático”, alegou.

Para o teólogo, a tentativa de terceiro turno perderá força em pouco tempo. “É o golpe virtual, que eles fazem pelas redes sociais e pela mídia, inventando e fantasiando, projetando cenários dramáticos, que são projeções daqueles que estão frustrados e não aceitam a derrota do projeto que era antipovo.”

Fonte: Agência PT de Notícias