O líder do governo de Minas Gerais na Assembleia, deputado Durval Ângelo, afirmou na última sexta-feira, 6, que houve “total corrupção” nas gestões do PSDB iniciadas no Estado em 2003, com a eleição de Aécio Neves para o governo do Estado. Segundo Durval, os dados da auditoria sobre os governos anteriores são “estarrecedoras “.

Ao assumir o cargo em 1º de janeiro, o governador Fernando Pimentel anunciou uma auditoria total nas contas do governo. A apuração, que é comandada pelo controlador-geral do Estado, Mário Spinelli, tem prazo de 90 dias para ser concluída. “ Eu, como líder do governo, não estou autorizado a divulgar as auditorias. Mas elas estão estarrecedoras”, afirmou Durval.

Segundo o parlamentar, os alvos da investigação são a construção do estádio Mineirão, a construção da Cidade Administrativa pelo governo Aécio Neves, a construção de estradas dadas em concessão à iniciativa privada (empreiteiras da Lava Jato), pagamento de vantagens irregulares a servidores vinculados aos governos tucanos e irregularidades na companhia de saneamento básico de MG, a Copasa.

“Esses são os focos principais das auditorias dos governos Aécio Neves e Antônio Anastasia que o governo Fernando Pimentel está levando a cabo, mas não são todos, são, apenas, os focos principais”, reforçou.

Na avaliação de Durval, mesmo que as auditorias em Minas comprovem a participação das empreiteiras envolvidas no caso da Petrobrás com corrupção nas gestões tucanas no Estado, elas não terão o mesmo destaque na imprensa.