Representando o governador Fernando Pimentel em solenidade no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na noite desta segunda-feira (18), o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Durval Ângelo (PT), enviou um recado direto aos adversários e fez um alerta incisivo aos Poderes e órgãos do Estado sobre a tentativa da oposição de inviabilizar o Governo de Minas. O deputado foi um dos oradores da 31ª edição do Troféu Tancredo Neves, concedido pelo jornal Edição do Brasil e que teve entre os homenageados, a primeira-dama e presidente do Servas, Carolina Pimentel.

“Não existem milagres. Desde o início, o Governo Pimentel tem buscado, incansavelmente, alternativas para levantar os recursos necessários à garantia do pleno funcionamento do Estado. Infelizmente, não bastasse a crise que assola o país, durante todo esse tempo, enfrentou o boicote dos adversários. Sob a liderança de Aécio Neves e Anastasia, PSDB, DEM e demais aliados, para tentar inviabilizar a gestão, lançam mão de todos os recursos. Querem ganhar no tapetão o que não conseguiram nas urnas e para tanto, tentaram até repetir no Estado o golpe que foi dado nacionalmente. Que ninguém se iluda! Não estão preocupados com Minas Gerais. Seus objetivos são puramente eleitorais e para atingi-los, não têm escrúpulos em tentar usar o Judiciário, bem como outros poderes e órgãos do Estado”, disse o parlamentar.

Ao defender a gestão de Fernando Pimentel, Durval Ângelo lembrou que “cada governo é desempenhado em seu tempo e em um determinado contexto econômico, social e histórico”. Assim, se em momentos anteriores, de prosperidade e conjuntura favorável, como na “Era Lula”, os governos eram avaliados pela forma como alocavam os recursos e pela quantidade e tamanho de suas realizações, hoje, a lógica de julgamento é outra.

O deputado lembrou que, desde 2014, o país mergulhou em uma crise profunda, com queda brusca da arrecadação dos estados, congelamento dos gastos públicos federais por 20 anos e grandes cortes nos orçamentos da União para áreas essenciais, como saúde, educação e segurança. É, segundo ele, com base neste quadro referencial que o governo deve ser avaliado. O critério deixaria, então, de ser o “montante investido” para se julgar “a gestão eficiente dos parcos recursos”.

Escolhas certas

Para Durval Ângelo, hoje, os governos devem ser avaliados pela forma como convivem com a crise e nessa perspectiva, Pimentel tem feito as melhores escolhas, as quais “impediram que se instalasse em Minas o caos vivenciado em outros estados”. Segundo o parlamentar, tais opções não somente retardaram a chegada da crise a Minas, como também reduziram seu impacto no Estado.

O líder do governo citou exemplos da situação diferenciada de Minas Gerais. Dentre eles, o da segurança pública. “Enquanto verificamos um colapso em outros estados, a exemplo do Rio de Janeiro, onde ocorreu intervenção federal, aqui, podemos comemorar os índices significativos de redução da criminalidade”, ressaltou.

Admitindo que a crise financeira impossibilitou a concretização de todas as realizações necessárias, o deputado ponderou que, ainda assim, o Governo Pimentel manteve-se fiel ao seu compromisso com os mineiros. Prova disso, segundo ele, foi a prioridade dada à educação, a começar pelo acordo que resultou em um aumento salarial de 46% para a categoria, além da nomeação de mais de 54 mil professores para a rede estadual e a reforma de centenas de escolas, entre outras ações.

O parlamentar também considerou que, para manter o Estado em pleno funcionamento, o governo teve a responsabilidade de fazer as escolhas certas, mesmo que impopulares. “Quando tratamos, por exemplo, do parcelamento dos salários de parte dos servidores, lembremos do estrangulamento das contas do Estado, com os cofres vazios e o déficit de R$ 7 bilhões, herdado dos Governos Aécio e Anastasia. Ainda assim, em Minas, foi mantida a regularidade dos serviços públicos, enquanto outros estados deixaram a população sem atendimento.” Ressaltou, ainda, que o parcelamento de salários ocorreu dentro do mês, enquanto em outros estados, servidores ficaram meses a fio sem receber, instalando-se verdadeiras praças de guerra em alguns locais, como no caso da greve da polícia no Espírito Santo.

Durval Ângelo fez, ainda, menção a retaliações que Minas estaria sofrendo por parte do governo federal, por não se submeter a medidas de arrocho e entrega do patrimônio público impostas por Michel Temer. “Encerro, registrando, de público, o meu orgulho em participar de um governo que tem sensibilidade e coragem para fazer as escolhas certas, ainda que isso represente confrontar o poder central e sofrer perseguições”, concluiu.