Na última terça-feira, 9, o governador eleito Fernando Pimentel se reuniu com deputados da base aliada. Participaram do encontro, no BDMG, 32 parlamentares, 27 reeleitos e 5 novos. Após o encontro, o deputado estadual Durval Ângelo, futuro líder do governo Pimentel, concedeu entrevista a imprensa e falou sobre as dificuldades de votação de projetos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo Durval, após o segundo turno das eleições, o governo tucano enviou para a Assembleia diversos projetos que aumentam a divida do estado. “ Se todos os projetos fossem aprovados, em 2015 precisaríamos de um orçamento e meio”, afirmou.

O parlamentar também falou sobre a “herança” que o governo do PSDB deixará para o governador eleito, com o deficit orçamentário e financeiro e uma dívida de longo prazo de mais de 90 bilhões. “O governo tucano resolveu, depois de 12 anos, abrir um pacote de bondades na reta final. Quer aprovar a PEC 63, que institui o Orçamento Impositivo passando de R$1,5 milhão para R$ 7,5 milhões as emendas por parlamentar. Quer aprovar em fim de governo planos de carreira e conceder aumento para o funcionalismo de 4,62% retroativo a outubro sem lastro orçamentário”, ressaltou Durval.

De acordo com Durval, a oposição poderia votar o projeto que concede redução na tributação do etanol, desde que o Executivo retirasse as emendas que foram acrescentadas ao projeto. Dentre elas está um “saco de bondades” para outros 33 setores que também seriam beneficiados pela política de desconto fiscal.