Em entrevista a imprensa, o líder do governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo (PT), fez um balanço sobre o primeiro ano de administração do governo Fernando Pimentel. Segundo o parlamentar, a mudança mais visível nestes primeiros 12 meses está na forma de governar. “Saiu o governo de gabinetes, entrou o diálogo, no qual a população participa das decisões e define as prioridades”, destacou.

De acordo com Durval, desde os primeiros dias de governo, Pimentel adotou uma postura de transparência e diálogo com a população. Ele lembrou que logo ao assumir a gestão, Pimentel tornou público a real situação financeira do Estado. “Foi necessário um profundo estudo realizado pelo novo governo e um longo processo de negociação com o parlamento para demostrar que o orçamento enviado pela antiga gestão para 2015 não correspondia à realidade, tinha erros crassos e precisava ser modificado. O estudo apontou um deficit de R$7,2 bilhões nas contas do Estado, informação que havia sido escondida da população mineira”.

O parlamentar também destacou o acordo, considerado histórico, com os professores, como um dos primeiros avanços no primeiro ano de gestão. A lei estabelece a política de remuneração e recupera as carreiras dos servidores estaduais da Educação. Ela reajusta os salários dos servidores da Educação em 31,78%, em parcelas, até que seja alcançado o Piso Nacional Salarial Profissional em agosto de 2017, bem como estabelece recomposições salariais anuais. “Demos início a um novo tempo na Educação em Minas. É a primeira vez, após 12 anos, que temos um ano sem greve”.

Segundo Durval, não somente com os servidores da Educação o governo buscou a conciliação. Os cerca de 40 mil trabalhadores da Saúde, que de acordo com ele, ficavam sempre em segundo plano, também foram contemplados com uma Lei que trata da recuperação salarial da categoria. “Também não ficaram esquecidos aqueles que chegaram a ser chamados de ‘‘primos pobres’’ da Segurança Pública: os servidores administrativos das Polícias Militar e Civil e dos sistemas penitenciário e socioeducativo, cujos reajustes foram previstos em outro Projeto de Lei do governador”.

Para o parlamentar, Pimentel tem amparado sua governabilidade no povo, criando mecanismos de participação e atendendo os compromissos de campanha. Como exemplos, ele cita a implementação dos Fóruns Regionais de Governo, e a criação das secretarias de Direitos Humanos e Participação Popular e de Desenvolvimento Agrário, que foram demandas da população.

Sobre o relacionamento com a Assembleia, Durval Ângelo lembrou a construção da governabilidade. “O PT, com o suporte do PMDB, conseguiu conquistar o apoio de 55 dos 77 parlamentares, o que tem permitido a aprovação de importantes projetos para os mineiros. Pimentel tem estabelecido uma relação de diálogo e respeito com o legislativo. É importante destacar que, desde o início do governo, Pimentel não enviou leis delegadas à Assembleia, pratica que era comum pelos seus antecessores”, disse.