O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na última sexta-feira (28), em Belo Horizonte, do 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG). O ato, que reuniu milhares de trabalhadores, teve como tema a defesa da democracia e da Petrobras, simbolizando a unidade dos movimentos sindicais, sociais e estudantis em Minas.

Antes da abertura do Congresso, Lula se reuniu, em um hotel da capital mineira, com deputados do PT e com a executiva estadual do Partido.

Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Durval Ângelo (PT), durante o encontro foi apresentado ao ex-presidente um balanço da conjuntura política em Minas. “Foi um encontro no qual o Lula buscou ouvir sobre o cenário do Estado. Apresentamos a situação caótica deixada pelos tucanos e os avanços já alcançados pelo governador Fernando Pimentel. Esses avanços foram possíveis devido a três estratégias adotadas pelo governador. São elas: mostrar a população a real situação encontrada; criar uma relação de dialogo permanente com a sociedade, no qual a povo tenha espaço para apresentar suas reivindicações, além de criar a governabilidade na Assembleia, com o apoio de 55 dos 77 deputados”, ressaltou o parlamentar.

Para a presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas, Cida de Jesus, o encontro trouxe animo para a legenda. “É sempre positivo receber o ex-presidente Lula. Saímos muito animados”, salientou.

12º Congresso CUT/MG

Durante o 12° Congresso da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que todos tem o direito de criticar o governo. “A gente pode discordar desse governo. Mas ele é nosso governo. E mexeu com ela, mexeu com a gente”.

Sobre a eleição de 2018, Lula enfatizou que enquanto tiver saúde, vai fazer política neste país e completou: “Eu jamais vou dizer que eu sou candidato, mas também não vou dizer que não sou. Enquanto eu estiver vivo, os tucanos vão ter que aprender a voar primeiro antes de fazer golpe. ”

O ex-presidente salientou que é um direito legítimo não concordarem com o governo, “mas também é um direito legítimo vocês saberem que se quiserem ganhar o governo, vão ter que esperar 2018 e não tentar dar um golpe”.

Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT-MG entoou o “grito de não vai ter golpe”. E completou: “nós sabemos a diferença de projeto, o que passamos em Minas Gerais, nós não queremos para o Brasil”.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, conclamou “a responsabilidade de quem perdeu a eleição e dizer que não tem terceiro turno e que não vai ter golpe”. O diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci, disse que como mineiro “está cada vez mais convencido que não só não vai ter golpe, mas que vamos retomar o crescimento econômico com distribuição de renda neste país”.

O presidente da FUP, Zé Maria afirmou que “o governo do presidente Lula fez uma verdadeira revolução neste país sem precisar pegar em armas. A nossa batalha vai ser matar um leão por dia. Para manter essa revolução”. O coordenador do MST-MG, Silvinho Neto, disse que os trabalhadores “lutam por mais direitos e não por privilégios, como esses que querem impor o golpe”.

Crédito da Foto: Arquivo Mandato