O mandato coletivo do deputado Durval Ângelo (PT), líder do governador Fernando Pimentel (PT) na Assembleia Legislativa, promoveu no último final de semana (26/08 e 27/08) seu 54º Conselho Político. O evento, realizado na Escola Sindical 7 de Outubro, em Belo Horizonte, reuniu cerca de 100 participantes das mais diversas regiões do Estado, incluindo delegados, convidados e assessores do gabinete, para discutir as conjunturas nacional e estadual, além de proposições para o PT e para o mandato.

Durval Ângelo abriu o evento lembrando que o país passa por um momento difícil que, segundo ele, é marcado pela intolerância, pelo ódio, pelo fundamentalismo e pelo esfacelamento dos direitos. Para o deputado, o que está em jogo no Brasil são dois projetos antagônicos. “O dos trabalhadores – representando nacionalmente por Lula e no Estado por Fernando Pimentel – e do outro lado o projeto das elites – representando pelo governo golpista de Michel Temer, que vem promovendo um verdadeiro desmonte dos direitos sociais”, disse.

Sobre o governo de Minas, Durval pontuou que mesmo recebendo como herança um estado falido, endividado e com vários problemas na área social, o governador Fernando Pimentel tem conseguido implantar um novo tempo em Minas, com mais diálogo e participação.

Ele também informou sobre os leilões das usinas de Miranda, São Simão, Jaguara e Volta Grande, da Cemig, previsto para setembro. “Trata-se de mais uma iniciativa do governo golpista de Michel Temer que acarretará em graves consequências para a sustentabilidade econômica da Companhia, além de um forte aumento na tarifa de energia elétrica para os usuários, que pode chegar a triplicar”.

Para Durval, a situação poderia ter sido resolvida durante o governo tucano em Minas. “ Era só o governo Antonio Anastasia (PSDB) ter feito a redução da tarifa e a renovação da concessão. Estamos vivendo uma tragédia causada pelo PSDB. Os senadores Aécio Neves (PSDB), Zezé Perrella (PMDB) e Anastasia sabem que se Minas perder as quatro usinas, a Cemig perde 50% da estrutura financeira e a conta de luz poderá aumentar de duas a três vezes em Minas. Acredito que nós conseguiremos vencer essa luta, porque esses senadores e toda a bancada de deputados federais mineiros que são base do governo Temer vão querer resolver o problema. Se não ajudarem, será suicídio político. A continuidade dessas quatro usinas com a Cemig é questão de sobrevivência para esse grupo. Se não conseguirem resolver isso, podem, a partir de 2019, voltar para casa e tirar férias”, enfatizou.

A presidenta do PT de Minas Gerais, Cida de Jesus, conclamou aos participantes a intensificarem a resistência contra os desmontes promovidos pelo governo Temer. Também estiveram presentes a professora e diretora da Fundação Perseu Abramo Isabel dos Anjos, que falou sobre o projeto ” O Brasil que queremos”, lançado pela fundação, e que vai ouvir a sociedade brasileira para construir coletivamente um programa para o Brasil.
Já o professor da UFMG Paulo Roberto Cardoso abordou o golpe institucionalizado contra a presidenta Dilma, o monopólio da mídia e a privatização dos mandatos no Brasil. O conselho contou ainda com a presença do secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Popular e Cidadania, Nilmário Miranda.